Fotografo: Divulgação
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Movimento Interestadual de Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB)

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), executado no Piauí pela Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF), em Parceria com o Movimento Interestadual de Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), com recursos do Ministério da Cidadania, tem contribuído para a melhoria de vida de famílias nos Territórios dos Cocais e Entre Rios.

Entre os anos de 2018 e 2020, já foram atendidos nove municípios desses territórios: Esperantina, São João do Arraial, Morro do Chapéu, Luzilândia, Madeiro, Joca Marques, Barras, União e Miguel Alves, beneficiando diretamente 1.464 famílias, com fornecimento e recebimento dos produtos, gerando renda num total de R$ 240.647,69 e distribuindo 20,625 toneladas de alimentos para pessoas em situação de risco e vulnerabilidade social nessas cidades.

Segundo o coordenador do programa no Piauí, Durval Gomes, o MIQCB vem contribuindo de forma bastante representativa na articulação e mobilização e na seleção das agricultoras. “Elas que fornecem os produtos para o programa, além de dar apoio no acompanhamento das entregas dos produtos nas entidades beneficiadas em sete municípios do Território dos Cocais e dois no Território Entre Rios”, destaca Gomes.

A presidente da Associação das Quebradeiras de Coco do Território dos Cocais, Francisca da Silva Nascimento, quebradeira da chapada do Sindá, em São João do Arraial, conta que a parceria para acessar o PAA é resultado de uma luta histórica do MIQCB e dos agricultores em nível nacional e estadual, desde 2015.

Ela ressalta que agora as quebradeiras produzem e vendem produtos como mesocarpo e azeite “mas antes, a gente não tinha para quem vender e foi uma batalha até conseguirmos incluir esses produtos no programa. E por meio da parceria com a SAF, tivemos essa conquista e atualmente já conseguimos beneficiar direta e indiretamente 500 mulheres (famílias)”.

A presidente da associação acrescenta ainda que a parceria melhorou a vida das quebradeiras, não só com a renda, mas com o conhecimento das políticas públicas e proporcionou o empoderamento das mulheres, que passaram a conhecer melhor os seus os direitos.

“Sabemos que todas têm capacidade de comercializar e gerenciar seu próprio dinheiro, e que, além de cuidar da casa e dos filhos, sabemos como melhorar a vida de nossas famílias, e, assim, adquirir bens como transporte, móveis, botar uma cerâmica na casa, sem depender somente da renda do marido na roça. Nós acompanhamos os relatos de mulheres que conquistaram sua autonomia e que tem consciência de que o PAA transformou a vida nas comunidades e que o programa deve ter continuidade, pois é uma garantia para as mulheres quebradeiras de coco do Piauí”, concluiu Francisca.