Fotografo: Arquivo
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Mesa de discussão durante encontro sobre pulses e feijão

A Embrapa foi uma das instituições participantes do I Encontro de Produtores e Exportadores de Feijão e Pulses, promovido, no dia 22 de outubro, pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na sede da instituição em Brasília – DF.

O evento teve como objetivo levantar as demandas dos produtores rurais e conhecer a experiência dos exportadores para elaboração de uma agenda positiva para o setor, voltado a impulsionar o desenvolvimento destas cadeias produtivas, com foco no comércio exterior.

Pulses são leguminosas consumidas como grãos secos, a exemplo dos feijões, tradicionalmente, produzidos e consumidos no Brasil, feijão-caupi e feijão comum, além de feijão-mungo, feijão-azuki e feijão-arroz. Grão-de-bico ervilha e lentilhas também são pulses de estimado valor no mercado internacional, sendo o Brasil ainda importador destes grãos. China, Índia, Emirados Árabes, Turquia e Egito são os países que mais importam esses alimentos.

Além da Embrapa, representada pelos pesquisadores Kaesel Damasceno (Meio-Norte) e Alcido Vander (Arroz e Feijão), participaram do evento, exportadores, produtores de feijão e pulses de Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo, Bahia e Goiás, além de representantes de sindicatos de produtores rurais.

O superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, apresentou a atuação da Confederação por meio das Comissões Nacionais e das câmaras setoriais do Ministério da Agricultura e outros fóruns para defender os interesses dos produtores rurais e promover o desenvolvimento da agropecuária brasileira. Em seguida, a superintendente de Relações Internacionais da CNA, Lígia Dutra, apresentou o panorama do mercado internacional e as potencialidades de exportação destes produtos. Ainda pela CNA, foi apresentado o Programa de Rastreabilidade Agritrace, pelo coordenador Administrativo e Financeiro, Carlos Henrique.

A Embrapa tem amplo trabalho com as pulses, com destaque para as cultivares desenvolvidas de feijão-caupi (feijão-de-corda, feijão macassar) amplamente comercializadas no mercado de exportação, cultivares de feijão comum, e grão de bico, além dos trabalhos com feijão-mungo, ervilhas e lentilhas. As Unidades Arroz e Feijão, Meio-Norte e Hortaliças desenvolvem pesquisas voltadas às pulses e ao longo dos anos, diversas cultivares foram lançadas e sistemas de produção organizados. No encontro, o pesquisador Alcido Wander apresentou as novas tecnologias para feijão, grão de bico, ervilha e lentilha. Já o pesquisador Kaesel Damasceno apresentou as novas tecnologias para o feijão-caupi, feijão-mungo e feijão-azuki.

“Foi gratificante ver que existem interesses convergentes e que, se cada agente fizer a sua parte, a cadeia de pulses pode passar para um novo patamar. Acima de tudo, é preciso união e visão de médio a longo prazo”, comenta Alcido Vander.

Para o pesquisador Kaesel Damasceno, as várias iniciativas que movimentam a cadeia produtiva de feijão e pulses, a exemplo desta reunião e de outras reuniões que têm ocorrido na CNA, promovem a sensação de mudança e que o Brasil pode ser consistente e próspero tanto nos aspectos relacionados à produção quanto à comercialização (mercado interno e externo). “Para tanto se faz necessária a forte interação entre os diversos agentes desta cadeia. Entre os principais direcionamentos para as próximas reuniões, estão a desburocratização nos portos e a exportação de grãos que tenham origem genética, como forma de padronizar o produto brasileiro”, acrescenta o pesquisador.

Os exportadores de feijão e pulses Paulo Henrique Ribeiro (Peacook) e Iuri Bruns (Samba Internacional) falaram sobre a produção e exportação de pulses, destacando a importância de mostrar ao mercado externo a produção dessas leguminosas no Brasil. Evidenciaram, também, a necessidade da construção de projetos de médio e longo prazo para o produtos brasileiros a serem ofertados para o exterior, para que o Brasil possa ofertar produtos com qualidade e com regularidade a fim de se tornar um grande fornecedor de pulses para o mundo.

Após as apresentações, aconteceu uma mesa de discussão com representantes dos exportadores, da Embrapa e da CNA.

Eugenia Ribeiro (com informações da Assessoria de Comunicação da CNA) (MTb 1091/PI)
Embrapa Meio-Norte