Fotografo: Divulgação
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Preservação de tartarugas e peixes em risco de extinção

O Instituto Tartarugas do Delta e a Shell Brasil realizam, na Área de Proteção Ambiental (APA) do Delta do Parnaíba, o monitoramento de tartarugas de couro e de peixes Camurupim, animais marinhos em risco de extinção. O Projeto Rotas da Conservação conta com a parceria da Uespi, representada pelos professores Guilherme Gondolo e Amélia Gondolo, docentes de Biologia e Zootecnia, respectivamente, do campus Poeta Torquato Neto, em Teresina.

O projeto tem como objetivo monitorar a rota migratória e analisar o comportamento reprodutivo desses animais com rastreadores Tags SPOT da Wildlife, onde são enviados dados de localização, temperatura da água, entre outros, ao satélite Advanced Reasearch and Global Observation Satelite (Argos). A partir da análise, os pesquisadores visam elaborar planos de manejo e conservação deles.

O profº Guilherme Gondolo, docente da Uespi cedido à Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (Seaf), viajou aos Estados Unidos para receber treinamentos da Universidade de Flórida quanto à aplicação e uso dos rastreadores Tag SPOT, à interpretação correta dos dados obtidos do satélite Argos, bem como o ensino de técnicas que buscam, em geral, explicar padrões de movimentação, territorialidade, utilização de recursos e obter o padrão de distribuição espacial dos animais.

“A escolha dessas espécies se deu por estarem ameaçadas de extinção, e uma vez que se conheça sua rota migratória e seu ciclo reprodutivo, medidas mais efetivas de preservação podem ser tomadas”, explica a pesquisadora Amélia Gondolo.

Ela conta, ainda, que em 19 de junho foi marcada a primeira fêmea de tartaruga de couro, passando a ser monitorada diariamente. “Outras tartarugas estão sendo esperadas para essa temporada de desova e a equipe do Instituto Tartarugas do Delta está de prontidão para futuras marcações. Além disso, há uma previsão de início de marcações do Camurupim no início de agosto, período em que eles aparecem na costa piauiense”, acrescenta a pesquisadora.

A parceria da Uespi com o Instituto Tartarugas do Delta surgiu em 2012 com o projeto Biodiversidade Marinha do Delta (Biomade), financiado pela Petrobras. Este projeto resultou em Trabalhos de Conclusão de Curso de graduações e especializações. “Esta parceria tem contribuído para despertar e incentivar a vocação científica entre estudantes da Uespi, onde aprende-se a lidar com o desconhecido e a encontrar novos conhecimentos”, finaliza Amélia Gondolo.